Há uma força maior que me prende, quando por algum motivo as asas se rompem e eu entro em queda livre pelas montanhas que ouso tentar explorar. Vem essa força maior que me estende as mãos e me segura, com a força que me oferece mais tarde para que eu possa seguir sozinha, mais uma vez. E quando me magoo por entre as pedras, as mesmas mãos regressam e tentam a cura dessas feridas que, às vezes, julgo não serem possíveis sarar. Não é o tempo que as sara, é a vontade de voltar a seguir o caminho deixado para trás.
E todas as feridas cicatrizam, deixando marcas ou não. E as asas voltam a voar, com a mesma força antes tida. E os ventos podem já nem ser os mesmos, mas a força é maior e o desejo não se esgota nem se amedronta perante nada. A coragem vem de dentro quando a sombra se expande, e o medo regressa a casa quando a vontade é maior.