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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lado a lado

Caminha lado a lado comigo, de mãos dadas. Pode ser tão doce como cruel. Expande-se, expande-me, e rejeita-me e castiga-me. Oferece-me labirintos onde vejo o todo de um mundo, de uma vida, as vezes até de mais vidas. Vidas que não sei de quem são nem se realmente existiram ou irão existir algum dia…Agradeço pela sua presença ou odeio-a com todas as minhas forças. E este é o único odio que consigo realmente sentir por alguma coisa. Não sei de mim nas palavras emaranhadas na emotividade do que se vai passando em mim… Perco-me porque desnorteio-me com tanto sentir… e sinto-me triste, cansada, com medo, feliz, forte e corajosa…e no fim, que não reconheço ou identifico com certeza, ali estou eu, sem saber quem sou ou o que senti por viver, ou o que vivi por sentir. A sós comigo, e o mundo espera-me de braços abertos para me despir de mim e me violar os sentidos mais íntimos. É uma dor que quero…que desejo, não por insanidade, mas por amor…porque me faz ter o melhor e o pior, e o que mais quero é ter esse sentimento de plenitude. Respiro fundo, e faz sentido agora mas já não faz depois. São o certo e o errado, lado a lado, de mãos dadas…comigo e em mim.