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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
SR. Saber
Não sei dizer mais do que digo…
Nesta espera do dia, em que a noite,
Se desfaz no deslumbrar de um sorriso
Que passe e me trespasse,
Numa inquietude estabilizada pelo saber de um amanha certo.
Poderia dizer coisas que não sei…
Mas se eu falar do azul, sendo ele cinzento,
Não me farei sentir no Dezembro em que me encontro.
Atrevo-me a falar através da alma, para a alma…
Sabes, Sr. Saber,
Não quero a perfeição…
Quero apenas entender porque nada é perfeito.
Não posso ser mais do que serei,
Nem posso querer mais do que consigo suportar.
Levo na bagagem a solidão dos vagabundos,
O coração cheio da luz de todas as estrelas que já pude contemplar,
Através deste olhar que sustem as lágrimas de um sentir intenso da magia de todos os dias,
De todas as noites, de todas as horas…
Estou em qualquer lado,
Neste mapa das verdades feitas mentiras,
Das mentiras camufladas, feitas verdades.
Falo de mim,
Porque dos outros eu não sei o que sei de mim…
Não quero ser os olhos que só vêm…
Quero talvez apenas ser os olhos que contemplam e filtram o que me possa tornar mais completa,
Nesta humilde forma de como vejo, sinto e vivo,
Para além de mim, mas para mim.
Nesta espera do dia, em que a noite,
Se desfaz no deslumbrar de um sorriso
Que passe e me trespasse,
Numa inquietude estabilizada pelo saber de um amanha certo.
Poderia dizer coisas que não sei…
Mas se eu falar do azul, sendo ele cinzento,
Não me farei sentir no Dezembro em que me encontro.
Atrevo-me a falar através da alma, para a alma…
Sabes, Sr. Saber,
Não quero a perfeição…
Quero apenas entender porque nada é perfeito.
Não posso ser mais do que serei,
Nem posso querer mais do que consigo suportar.
Levo na bagagem a solidão dos vagabundos,
O coração cheio da luz de todas as estrelas que já pude contemplar,
Através deste olhar que sustem as lágrimas de um sentir intenso da magia de todos os dias,
De todas as noites, de todas as horas…
Estou em qualquer lado,
Neste mapa das verdades feitas mentiras,
Das mentiras camufladas, feitas verdades.
Falo de mim,
Porque dos outros eu não sei o que sei de mim…
Não quero ser os olhos que só vêm…
Quero talvez apenas ser os olhos que contemplam e filtram o que me possa tornar mais completa,
Nesta humilde forma de como vejo, sinto e vivo,
Para além de mim, mas para mim.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Shiuuu....
Shiuuu...
Consegues ouvir-me?
Ouve-me entre as pausas da minha fala,
Nos silêncios caóticos que se propagam pela minha expiração...
Inspiro...
Os pulmões enchem-se da primavera que invento ao lembrar o que não vivi.
Sorrio...
Fico feliz por instantes que me sabem a frutos silvestres e cheiram a jasmim.
Vejo uma folha seca a cair de uma árvore que se despe lentamente...
Consigo ouvi-la a cair no chão molhado da chuva que ainda há-de chover.
Shiuuu...
Ouve agora o vento.
Nele existe o segredo que te quero sussurrar ao ouvido...
Mas só depois de saberes ouvir o meu silêncio.
Agora apaga a luz.
Vamos dormir um pouco...
Consegues ouvir-me?
Ouve-me entre as pausas da minha fala,
Nos silêncios caóticos que se propagam pela minha expiração...
Inspiro...
Os pulmões enchem-se da primavera que invento ao lembrar o que não vivi.
Sorrio...
Fico feliz por instantes que me sabem a frutos silvestres e cheiram a jasmim.
Vejo uma folha seca a cair de uma árvore que se despe lentamente...
Consigo ouvi-la a cair no chão molhado da chuva que ainda há-de chover.
Shiuuu...
Ouve agora o vento.
Nele existe o segredo que te quero sussurrar ao ouvido...
Mas só depois de saberes ouvir o meu silêncio.
Agora apaga a luz.
Vamos dormir um pouco...
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Rasga-me a pele!
Rasga-me a pele!
Fere-me os ossos!
Mastiga-me a alma e cospe me o sangue!
Aconchega me no teu grito..o meu grito…de tão só quanto fiel e embriagada…
Neste teu choro, que é o meu choro, num suplicio que me mata e ressuscita, antes e depois do que sou ou do que és…
Abre e escolhe…Todas as cores são nossas porque todas juntas são o negro do que sou no fundo do que sinto e do que tenho….AAAAHHHH! Grita o meu nome e ajoelha-te sobre os meus pés! O meu rosto…que pisas na doçura interminável do meu olhar cego que por ti olha… na angustia das palavras que nunca foram ditas e no silêncio ensurdecedor que nunca foi quebrado!
Como fénix, o ressuscitar das cinzas! Porque o silencio é a minha voz. Porque a minha voz não é um som…é o vazio no brilho de um ultimo olhar.
Fere-me os ossos!
Mastiga-me a alma e cospe me o sangue!
Aconchega me no teu grito..o meu grito…de tão só quanto fiel e embriagada…
Neste teu choro, que é o meu choro, num suplicio que me mata e ressuscita, antes e depois do que sou ou do que és…
Abre e escolhe…Todas as cores são nossas porque todas juntas são o negro do que sou no fundo do que sinto e do que tenho….AAAAHHHH! Grita o meu nome e ajoelha-te sobre os meus pés! O meu rosto…que pisas na doçura interminável do meu olhar cego que por ti olha… na angustia das palavras que nunca foram ditas e no silêncio ensurdecedor que nunca foi quebrado!
Como fénix, o ressuscitar das cinzas! Porque o silencio é a minha voz. Porque a minha voz não é um som…é o vazio no brilho de um ultimo olhar.
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