Número total de visualizações de páginas

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vontade

É por detrás de ti que o vento sopra. Vem do lado de lá do que está de fora de nós…
Desaparecem no teu espaço, os vários espaços que se ergueram à volta deste mundo que se inventou, por si só, mas não só para si.
Abstracto?...
Nada é abstracto quando o que se lê, neste quadro de cores vazias, é um todo de sentimentos que se tocam, num vazio que se estende pelo céu e se interrompe pelo teu sorriso que se ergue em chamas e me queima, não a pele, mas aquilo que te dei... (onde está?)
Já não falo a mesma língua, porque essa já não fala, apenas geme em delírios que já nem sei onde os ponha, para que não tropece e me esfole neles outra e outra vez! Cansaço? Não! Apenas uma vontade de que algo mude, porque não tem que ser uma fotografia o que se quis como um filme interminável.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Aqui


Nunca deveria acordar do silêncio que te trás, no momento seguinte ao que te libertas do que é para ti, para que te tornes na dádiva do que vem De ti. Transbordas te, invadindo me. Poderíamos pensar que somo só tu e eu, sim…poderíamos. Então ergue a vontade aos céus porque o chão termina e o mar interrompe e, de repente, a ravina perigosa onde te pões em bicos dos pés, em pose para saltar, libertando as asas que te mordem tantas e tantas vezes as costas!
São estrelas que me falam quando me devolves o silêncio, na inquietação que insiste em romper laços e voltar a criar, no acto sublime de nos fazer ver a verdade do que somos, por entre os dedos e por entre o fôlego que à noite se faz ouvir. São os lençóis que nos afagam o corpo que abandonamos ao encontro dos sentidos.
Termino onde começas. Faz me crer e conseguirei servir me de mim para que possamos, tu e eu, rasgar as nuvens e olhar o mundo por um canudo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Uma tentativa

Como a fórmula repetitiva


Dos vasos sanguíneos a incharem

E as paredes do estômago a revoltarem-se,

A sensatez escapa por entre os dedos

Das mãos que são pedras erguidas sobre a questão!

Nuvens cheias, ora de amor ora de mágoas, vindas sei lá de onde,

Mas como destino o primeiro campo em que o descanso chama,

Como se a boca não chama-se só, mas engolisse.

Vontade estéril…

Força cansada, em desespero quase constante

Do que se arrasta dentro, sem cordas que se mantenham num auxílio

Que atentamente se repara e se descuida

Em atrasos constantes porque o tempo não espera,

O tempo não tem tempo,

O tempo no instante em que está a ser já foi.

Um olhar à volta e uma plateia adormecida,

Mal tratada pela repetição dos actos.

Não interessa o sentido.

O sentido perde-se sempre que encontrado…

Vem a questão sob a questão,

Porque não há o ponto final, mas sempre as reticências.

Aqui tudo se perde ou tudo se ganha,

Depende da janela em que se foca.

Um segundo pode ser a eternidade voltada do avesso.

Não é que seja invisível,

É simplesmente porque não existo…

Não existo aqui porque estou noutro lugar,

Esse lugar em que me tenho

Porque lá tudo é amor…

Entre o espelho e a imagem reflectida.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ABSTRACTO

No abstracto do que vi, sem ver, no momento que fomos, sem ser, o que sonhamos sem querer…
Folhas secas a vaguear, nessa brisa do teu sorriso que passa por mim, a cada batida inesperada do meu corpo, contra o chão!
Perguntar sem querer resposta…o certo não resiste ao sonho, nem o sonho resiste ao concreto da razão do estar AQUI!
Continuação descontinuada sobre o que vimos e sentimos, na ambição demolidora de não largar as mãos do que era nosso e certo, na incerteza de que tudo é só o que permitimos, mesmo que não nos permitam a nós.
Como facas afiadas, que se afundam nas costas, assim foi o impacto da verdade sobre o mundo em que acreditei e em que me despi, nua de mim, para ti, sem querer um eu, sem querer nada, com tudo a ser esperado, sem espera…sem o tempo…apenas com a esperança de que poderia ser aquele sol quente num dia frio de Outono.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sombra

Não são as horas… (não existe o tempo…)
Não é a falta… (estás dentro de mim…)
Não é o querer… (não tenho um querer…)
 Não é o desejo… (não sei só desejar…)
Não é o riso… (és tu a sorrir…)
 Não é o toque…. (continuo a sentir…)
Não é o cheiro… (esse perfume! …)
Não é a saudade… (tu nunca partiste!...)
Não é o olhar… (a tua expressão! …)
 Não é a Fragilidade… (Não me volto a colar…)
Não é a razão que me faz acordar, porque o sono é profundo quando adormeço em ti,
Nesta palavra que não digo porque não é a palavra, mas sim o sentir que te arrasta como sombra, faminta de mim.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Galé- Agosto, 2010

Apenas matéria

O amor não é eterno, mas apenas porque um dia havemos de morrer.


Consigo entender todo o silêncio que existe…mas não consigo aceitar todas as palavras que ouvi. Não é justo receber o céu se nos fazem cegar no momento seguinte. Antes que nunca o tivesse contemplado, do que o ter contemplado e, como um feitiço, depois já não o poder ver mais.

Sou apenas matéria. Corpo sem alma…alma perdida, contigo, mas sem mim.

domingo, 9 de janeiro de 2011

phalaenopsis


spflores.com.br

Cor Púrpura

O tempo está parado no brilho dos teus olhos...
O meu tempo já não é tempo, passou a ser uma cor púrpura que me invade a cada pensamento das horas q desfolhámos, quando ainda não sabíamos o sabor dos nossos beijos nem a melodia que vinha de dentro de nós.
És as palavras que faltavam nas linhas em branco que não consegui escrever...que apenas sentia  correr dentro das minhas veias, cansadas das agulhas do destino...
Não sei dizer o quanto me sinto, depois de todo um não-sentir que me congelou por dentro. Encontro-me em ti no instante em que me perco. Sei do teu sentir como se do meu se tratasse, e ao acariciar-te os sentidos, descubro-te em mim, naquele instante em que te perdes.
Posso sentir os teus pensamentos como se fossem mãos a deslizarem nas minhas costas....Consegues sentir o meu medo como se fosse o toque que perdura depois de já não haver o toque?...
Talvez me perca no pensamento daquilo que só sinto, sem pensar, por não saber como é o pensar do sentir mais profundo...
Não preciso de nada que já tenha perdido, nem tão pouco de meras palavras q não dizem nada do que se pretende dar a ver. Preciso da luz que me cega e me faz andar perdida ate ao momento em que me (re)encontro.
Se confiar em ti...
Guias-me?...
Protege-me de mim.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O teu silêncio

Repousa a tua cabeça no meu ombro…deixa me apertar te contra mim…não precisas de falar…consigo entender o teu silêncio.


Silêncio….é no teu silêncio que te encontro e reconheço…é no teu silêncio que abres as asas de anjo que não sabes ver em ti.

Não procures mais…estou aqui. Sente me.
Amar é ser dependente da liberdade sem qualquer amarras.
E amar assim, é sentir e saber que a vida é uma dádiva e que todos os dias são um milagre.
Obrigada...

Saudade

Queria falar de outra coisa qualquer
Q não fosse a saudade que sinto no peito...
Para além da saudade só consigo sentir
A tua ausência no meu leito.

Não...hoje fico por aqui,
Entre estas quatro paredes que me vão prender.
Não quero a noite lá fora como refúgio
Hoje preciso de estar a sós comigo...de me ver.

Sinto os olhos cansados
De tanto evitar chorar...
Não gosto de me sentir fraca
Nem tão pouco de me andar a lamentar!

Não sou fraca nem uma vencida
Só por viver alguns momentos assim...
Lá por ter o peito em ferida
Não significa que me renda ou que seja o fim.

Não quero expor a minha fragilidade,
Podem confundi-la com fraqueza.
Sou aquela que suporta tudo
E que em tudo vê beleza!

Não consigo deixar de ser irónica
Neste momento de nudez...
É só mais um daqueles dias
Em que revejo tudo outra vez...

Não consigo deixar de procurar
Qualquer coisa de ti em qualquer coisa que veja!
Ando meio perdida...meio louca...
Mas quero lá saber, que seja!

Estás nas folhas de papel,
Na tinta da caneta com que escrevo...
Estás na almofada em que me encosto,
Estás em tudo o que vejo!

Procuro-te sem te encontrar
Mas sinto-te em tudo o que encontro...
É como aquelas histórias de encantar,
É como a nossa história fosse um conto...

Era uma vez um sorriso, um olhar,
Um abraço apertado, um amor e o perfume a benjamim...
Horas eternas de uma história linda,
Mas, como todas as outras, com um fim.

O que quer que sintas ou pensas,
E estejas lá onde estiveres,
Não mintas à tua própria pessoa
Sinto ainda que ainda me queres.

E tu sabes que eu sei
De tudo o que se passa dentro de ti...
Não podemos fugir de nós próprios.
Só vais conseguir fugir de mim.

ALMAS NUAS

Olhei fixamente para os teus olhos
E entreguei a minha alma à tua,
Foram-se despindo lentamente
Até ficarem totalmente nuas...
Nesse momento o tempo já não interessava,
Tinha parado.
As nossas almas uniram-se
Recuperando todo o tempo que já tinha sido desperdiçado.
Em quanto declaravam amor eterno
Lá ao fundo ouvia-se uma melodia,
Eram os anjos que festejavam
Uma união que ninguém compreendia...
Nesse dia vim a saber
Que afinal existe felicidade,
Bastou olhar para os teus olhos e amar-te,
Mesmo sabendo que nada era verdade.

( Concurso Katarsis, escola Sec. Severim de Faria 2001/2002)