Queria falar de outra coisa qualquer
Q não fosse a saudade que sinto no peito...
Para além da saudade só consigo sentir
A tua ausência no meu leito.
Não...hoje fico por aqui,
Entre estas quatro paredes que me vão prender.
Não quero a noite lá fora como refúgio
Hoje preciso de estar a sós comigo...de me ver.
Sinto os olhos cansados
De tanto evitar chorar...
Não gosto de me sentir fraca
Nem tão pouco de me andar a lamentar!
Não sou fraca nem uma vencida
Só por viver alguns momentos assim...
Lá por ter o peito em ferida
Não significa que me renda ou que seja o fim.
Não quero expor a minha fragilidade,
Podem confundi-la com fraqueza.
Sou aquela que suporta tudo
E que em tudo vê beleza!
Não consigo deixar de ser irónica
Neste momento de nudez...
É só mais um daqueles dias
Em que revejo tudo outra vez...
Não consigo deixar de procurar
Qualquer coisa de ti em qualquer coisa que veja!
Ando meio perdida...meio louca...
Mas quero lá saber, que seja!
Estás nas folhas de papel,
Na tinta da caneta com que escrevo...
Estás na almofada em que me encosto,
Estás em tudo o que vejo!
Procuro-te sem te encontrar
Mas sinto-te em tudo o que encontro...
É como aquelas histórias de encantar,
É como a nossa história fosse um conto...
Era uma vez um sorriso, um olhar,
Um abraço apertado, um amor e o perfume a benjamim...
Horas eternas de uma história linda,
Mas, como todas as outras, com um fim.
O que quer que sintas ou pensas,
E estejas lá onde estiveres,
Não mintas à tua própria pessoa
Sinto ainda que ainda me queres.
E tu sabes que eu sei
De tudo o que se passa dentro de ti...
Não podemos fugir de nós próprios.
Só vais conseguir fugir de mim.