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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Espera por mim, não partas já…por favor


Espera por mim, não partas já…por favor.

Antes de partires, entra nessa porta, entra e fecha a porta. Senta te na minha cama e vamos falar de amor… do amor que nos liberta e nos prende, que nos prende aos lençóis da saudade. Saudade….Doce companheira nas horas de aflição de alma, que de tanto sentir se inundada de verdade, quase que a dor se torna em aconchego…

Fica mais um pouco…deixa te ficar nesta cama, onde nos podemos unir novamente, fazendo do passado um agora, sem fim de noite, sem madrugada….Abraça me! Sim, abraça me com toda a força que tiveres. Sente o meu coração a palpitar no teu peito!

Arrasta me para fora da mentira e sente quem eu sou de verdade, e faz me sentir o que tu és de verdade, na verdade que escondemos………

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Águas de Março

Com as palavras na ponta dos dedos, trancadas e sem ar.

Não somos nós…és tu e sou eu, cada uma na sua concha, refletidas nas águas de Março, onde a primavera se ri e nos cobre de vontades. Seremos tu e eu, depois de conseguirmos ser, cada uma, individualmente, em cada ponto de partida e de chegada, sem nos perdermos de quem somos e de tudo quanto queremos alcançar.

Saberemos estar e ser, se nos sentirmos cada uma, como cada qual, sem interrupções ou ilusões. A espera é dolorosa, porque o tempo devora…mas que mais podemos fazer, em vez de nos recriarmos entre os pequenos espaços da vida que se enchem de cores que precisam de ser conjugadas?

Seremos nós, depois de um adeus, depois de ti e depois de mim. Para já seremos tu e eu, juntas, na mesma direção.

domingo, 23 de setembro de 2012

Viver é mais

Viver é mais

Seremos pó largado ao vento, duma qualquer tempestade repentina e feroz. Seremos quaisquer trapos rasgados pelo tempo, por um tempo que nunca foi real na medida em que o poderíamos sentir. Não façamos mais que tentativas de suportar as dores duma vida assaltada de dores e desassossegos, porque a vida é crescer minuto a minuto e crescer dói. Como que situados em subúrbios onde se descarregam almas, assim vemos o mundo a passar nos diante dos olhos, desses mesmos olhos em que outros tempos, se despojaram de sentimentos indispensáveis para a semente romper e se declarar ao sol.

Viver é mais. Viver é ir bem mais além do que nos separa da razão, qualquer que ela seja. Não há razões para que assim não o fosse.

Perdemos as mãos em guerras de mortos-vivos. Como se pode terminar algo que nunca foi?... Não sei do tempo perdido nem do que se viveu sem consciência. Mas sei de mim nesse pântano miserável, onde não encontrei peixe para que me pudesse alimentar.

 Deixem me um pouco em frente a mim mesma…preciso de me olhar a fundo para poder sair de mim.


Retirado da net

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lado a lado

Caminha lado a lado comigo, de mãos dadas. Pode ser tão doce como cruel. Expande-se, expande-me, e rejeita-me e castiga-me. Oferece-me labirintos onde vejo o todo de um mundo, de uma vida, as vezes até de mais vidas. Vidas que não sei de quem são nem se realmente existiram ou irão existir algum dia…Agradeço pela sua presença ou odeio-a com todas as minhas forças. E este é o único odio que consigo realmente sentir por alguma coisa. Não sei de mim nas palavras emaranhadas na emotividade do que se vai passando em mim… Perco-me porque desnorteio-me com tanto sentir… e sinto-me triste, cansada, com medo, feliz, forte e corajosa…e no fim, que não reconheço ou identifico com certeza, ali estou eu, sem saber quem sou ou o que senti por viver, ou o que vivi por sentir. A sós comigo, e o mundo espera-me de braços abertos para me despir de mim e me violar os sentidos mais íntimos. É uma dor que quero…que desejo, não por insanidade, mas por amor…porque me faz ter o melhor e o pior, e o que mais quero é ter esse sentimento de plenitude. Respiro fundo, e faz sentido agora mas já não faz depois. São o certo e o errado, lado a lado, de mãos dadas…comigo e em mim.

terça-feira, 20 de março de 2012

Desculpa

Desculpa
Desculpa não poder dizer,
Não poder fazê-lo sem que te fira…
Desculpa se te faço perder
Ou ate mesmo encontrar,
Com o que não queres.
Desculpa…
Desculpa se o meu abraço
Leva consigo a distância,
A frieza que congela a alma,
A alma que espera pacientemente
Por um calor que nunca chegará.
Desculpa…
Desculpa o meu rosto fechado,
Desculpa o meu olhar distante…
Desculpa o meu beijo,
O seu sabor a adeus…
Desculpa…
Desculpa eu já não ser eu

sexta-feira, 16 de março de 2012

Realidade

Estou longe de saber tudo o que me convém e de ter todos os princípios essenciais para uma conduta exímia. A verdade é que terei sempre consciência que nunca saberei e terei em mim tanto quanto gostaria.

Mas sei quem sou…quem sou de fora para dentro e de dentro para fora. E sem querer exibições ridículas ou vanglórias despropositadas, tendo a dizer e a assumir que, sendo leal ao que sou, seja lá o que isso for, conseguirei ser sempre leal a tudo o resto, e isso a mim deixa-me muito bem na pele que habito. Faz-me conseguir respirar fundo e ter esperança de conseguir ir sendo sempre um pouco melhor amanha do que no dia de Hoje. No fundo, gostaria apenas que todos conseguissem ver, para além daquilo que não sou, aquilo que sou inteiramente, porque há alturas em que me entristece olhar a minha volta e sentir que tudo podia ser bem mais justo.

Para Sempre

Nunca senti este frio, que me gela os ossos e que me traz ao calor do teu abraço…sempre.

Sinto que sim…sinto que não, que não! É tão certo o amor…pode ser tão errado o desejo.

Vejo te, deslumbro-te, despida do mundo compassivo, que te traz até mim sempre que tu te sentes ausente do que é tudo à nossa volta.

Serei eu mais tu, num mundo que não existe fora de nós, apenas em nós, guardado no peito que temos em comum.

Não pedes nada que não seja legítimo, dentro desses teus princípios acumulados pelo tempo que vai passando…mas os tempos que cada um vive são diferentes, são compassos que se cruzam mas que não se tocam.

Mostra-me que tu não te importas mais…que já terminou o caminho que sonhamos um dia… mostra me que já não sabes quem sou, quem és ou até mesmo quem nós somos…ou fomos um dia. Mostra-me que já nada é, que talvez nada tenha sido! Mostra-me que somos pássaros livres do tempo, das memórias, com sede de liberdade e com o coração de ferro, em fogo…para sempre.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carta de amor

Quando o amor é sincero, não precisa de testemunhos, ele basta por si. Quando o amor nos sustenta, e vem lá do fundo do que somos, e vai crescendo a cada momento em que há um beijo, em que há um sorriso novo e um abraço mais profundo, esse amor é como uma ponte entre o que somos e o outro é, sem que nenhuma das partes se aperceba que está a ser, em toda a sua plenitude, o que de melhor se consegue ser, de forma livre, expontanea.
Gostava de saber mais palavras bonitas, em que as próprias palavras se desprendessem da sua limitação, e se elevassem ao ponto de encontro onde o que sinto por ti é maior do que tudo o que poderás imaginar, sentir ou até mesmo acreditar… À falta dessas palavras que não existem, escrevo estas que, com sentido para ti ou não, são as que tenho em forma de sentimentos.
Gostava só de te contar que um dia tu chegaste à minha vida, e que o que pensei ser inútil passou a ser essencial, e o que pensei ser essencial, passou a ser inútil. Gostava de te contar que no dia em que te senti entrar em mim, foi como mergulhar na mais profunda essência da liberdade. A liberdade de amar sem rédeas e sem medidas pré concebidas.
Posso até dizer-te que amo o teu sorriso, a tua forma de estar, a forma como me olhas ou o teu jeito despreocupado. Posso dizer te ainda que o teu olhar doce me destrona, que quando me tocas as vezes tremo e que o teu sorriso faz me feliz… mas o que queria realmente dizer te, não consigo. Não porque não tente, mas porque ainda não sou capaz de faze-lo por palavras.
Posso dizer que te amo, mas…o meu amor por ti não cabe nessa palavra. Ainda assim, vou dize-lo…Amo-te.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Entre cinzas e chamas

Começa tudo na chama da lareira, onde o copo de vinho termina apenas quando a noite acaba.
Lentamente as brasas consomem-se entre si e a cinza nasce para lembrar que, por muito forte que seja o lume, ele acabará por se resumir a isso mesmo…cinza.
No abismo da luz da chama, a tua voz quente incendeia o escuro da noite e relembra tempos que ainda não foram. O passado fica à frente e o futuro lá atrás, da montanha fria da incerteza.
Saberei mais do que o lume me faz sentir, mas serei menos que a cinza. Pó. Nada…
E entre as cinzas que deslumbro, renasce a visão de um mundo meu, onde ando perdida e encontrada pelo que tu e os outros me fazem ter de ser, por entre os dedos da imaginação.
E assim vou brincando com as palavras e com a chama do fogo, como se nada me tocasse para além da carne…para além do que permito em mim ser verdade em mentiras que me fazem seguir como sendo verdades absolutas.
Conseguirei ser eu, mesmo sendo eu a sombra de alguém que por mim tenha passado?...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Uma força maior


Há uma força maior que me prende, quando por algum motivo as asas se rompem  e eu entro em queda livre pelas montanhas que ouso tentar explorar. Vem essa força maior que me estende as mãos e me segura, com a força que me oferece mais tarde para que eu possa seguir sozinha, mais uma vez. E quando me magoo por entre as pedras, as mesmas mãos regressam e tentam a cura dessas feridas que, às vezes, julgo não serem possíveis sarar. Não é o tempo que as sara, é a vontade de voltar a seguir o caminho deixado para trás.
E todas as feridas cicatrizam, deixando marcas ou não. E as asas voltam a voar, com a mesma força antes tida. E os ventos podem já nem ser os mesmos, mas a força é maior e o desejo não se esgota nem se amedronta perante nada. A coragem vem de dentro quando a sombra se expande, e o medo regressa a casa quando a vontade é maior.