Número total de visualizações de páginas

terça-feira, 20 de março de 2012

Desculpa

Desculpa
Desculpa não poder dizer,
Não poder fazê-lo sem que te fira…
Desculpa se te faço perder
Ou ate mesmo encontrar,
Com o que não queres.
Desculpa…
Desculpa se o meu abraço
Leva consigo a distância,
A frieza que congela a alma,
A alma que espera pacientemente
Por um calor que nunca chegará.
Desculpa…
Desculpa o meu rosto fechado,
Desculpa o meu olhar distante…
Desculpa o meu beijo,
O seu sabor a adeus…
Desculpa…
Desculpa eu já não ser eu

sexta-feira, 16 de março de 2012

Realidade

Estou longe de saber tudo o que me convém e de ter todos os princípios essenciais para uma conduta exímia. A verdade é que terei sempre consciência que nunca saberei e terei em mim tanto quanto gostaria.

Mas sei quem sou…quem sou de fora para dentro e de dentro para fora. E sem querer exibições ridículas ou vanglórias despropositadas, tendo a dizer e a assumir que, sendo leal ao que sou, seja lá o que isso for, conseguirei ser sempre leal a tudo o resto, e isso a mim deixa-me muito bem na pele que habito. Faz-me conseguir respirar fundo e ter esperança de conseguir ir sendo sempre um pouco melhor amanha do que no dia de Hoje. No fundo, gostaria apenas que todos conseguissem ver, para além daquilo que não sou, aquilo que sou inteiramente, porque há alturas em que me entristece olhar a minha volta e sentir que tudo podia ser bem mais justo.

Para Sempre

Nunca senti este frio, que me gela os ossos e que me traz ao calor do teu abraço…sempre.

Sinto que sim…sinto que não, que não! É tão certo o amor…pode ser tão errado o desejo.

Vejo te, deslumbro-te, despida do mundo compassivo, que te traz até mim sempre que tu te sentes ausente do que é tudo à nossa volta.

Serei eu mais tu, num mundo que não existe fora de nós, apenas em nós, guardado no peito que temos em comum.

Não pedes nada que não seja legítimo, dentro desses teus princípios acumulados pelo tempo que vai passando…mas os tempos que cada um vive são diferentes, são compassos que se cruzam mas que não se tocam.

Mostra-me que tu não te importas mais…que já terminou o caminho que sonhamos um dia… mostra me que já não sabes quem sou, quem és ou até mesmo quem nós somos…ou fomos um dia. Mostra-me que já nada é, que talvez nada tenha sido! Mostra-me que somos pássaros livres do tempo, das memórias, com sede de liberdade e com o coração de ferro, em fogo…para sempre.