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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Águas de Março

Com as palavras na ponta dos dedos, trancadas e sem ar.

Não somos nós…és tu e sou eu, cada uma na sua concha, refletidas nas águas de Março, onde a primavera se ri e nos cobre de vontades. Seremos tu e eu, depois de conseguirmos ser, cada uma, individualmente, em cada ponto de partida e de chegada, sem nos perdermos de quem somos e de tudo quanto queremos alcançar.

Saberemos estar e ser, se nos sentirmos cada uma, como cada qual, sem interrupções ou ilusões. A espera é dolorosa, porque o tempo devora…mas que mais podemos fazer, em vez de nos recriarmos entre os pequenos espaços da vida que se enchem de cores que precisam de ser conjugadas?

Seremos nós, depois de um adeus, depois de ti e depois de mim. Para já seremos tu e eu, juntas, na mesma direção.