Rasga-me a pele!
Fere-me os ossos!
Mastiga-me a alma e cospe me o sangue!
Aconchega me no teu grito..o meu grito…de tão só quanto fiel e embriagada…
Neste teu choro, que é o meu choro, num suplicio que me mata e ressuscita, antes e depois do que sou ou do que és…
Abre e escolhe…Todas as cores são nossas porque todas juntas são o negro do que sou no fundo do que sinto e do que tenho….AAAAHHHH! Grita o meu nome e ajoelha-te sobre os meus pés! O meu rosto…que pisas na doçura interminável do meu olhar cego que por ti olha… na angustia das palavras que nunca foram ditas e no silêncio ensurdecedor que nunca foi quebrado!
Como fénix, o ressuscitar das cinzas! Porque o silencio é a minha voz. Porque a minha voz não é um som…é o vazio no brilho de um ultimo olhar.
Sem comentários:
Enviar um comentário