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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Rasga-me a pele!

Rasga-me a pele!

Fere-me os ossos!

Mastiga-me a alma e cospe me o sangue!

Aconchega me no teu grito..o meu grito…de tão só quanto fiel e embriagada…

Neste teu choro, que é o meu choro, num suplicio que me mata e ressuscita, antes e depois do que sou ou do que és…

Abre e escolhe…Todas as cores são nossas porque todas juntas são o negro do que sou no fundo do que sinto e do que tenho….AAAAHHHH! Grita o meu nome e ajoelha-te sobre os meus pés! O meu rosto…que pisas na doçura interminável do meu olhar cego que por ti olha… na angustia das palavras que nunca foram ditas e no silêncio ensurdecedor que nunca foi quebrado!

Como fénix, o ressuscitar das cinzas! Porque o silencio é a minha voz. Porque a minha voz não é um som…é o vazio no brilho de um ultimo olhar.

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