É por detrás de ti que o vento sopra. Vem do lado de lá do que está de fora de nós…
Desaparecem no teu espaço, os vários espaços que se ergueram à volta deste mundo que se inventou, por si só, mas não só para si.
Abstracto?...
Nada é abstracto quando o que se lê, neste quadro de cores vazias, é um todo de sentimentos que se tocam, num vazio que se estende pelo céu e se interrompe pelo teu sorriso que se ergue em chamas e me queima, não a pele, mas aquilo que te dei... (onde está?)
Já não falo a mesma língua, porque essa já não fala, apenas geme em delírios que já nem sei onde os ponha, para que não tropece e me esfole neles outra e outra vez! Cansaço? Não! Apenas uma vontade de que algo mude, porque não tem que ser uma fotografia o que se quis como um filme interminável.
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