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sexta-feira, 16 de março de 2012

Para Sempre

Nunca senti este frio, que me gela os ossos e que me traz ao calor do teu abraço…sempre.

Sinto que sim…sinto que não, que não! É tão certo o amor…pode ser tão errado o desejo.

Vejo te, deslumbro-te, despida do mundo compassivo, que te traz até mim sempre que tu te sentes ausente do que é tudo à nossa volta.

Serei eu mais tu, num mundo que não existe fora de nós, apenas em nós, guardado no peito que temos em comum.

Não pedes nada que não seja legítimo, dentro desses teus princípios acumulados pelo tempo que vai passando…mas os tempos que cada um vive são diferentes, são compassos que se cruzam mas que não se tocam.

Mostra-me que tu não te importas mais…que já terminou o caminho que sonhamos um dia… mostra me que já não sabes quem sou, quem és ou até mesmo quem nós somos…ou fomos um dia. Mostra-me que já nada é, que talvez nada tenha sido! Mostra-me que somos pássaros livres do tempo, das memórias, com sede de liberdade e com o coração de ferro, em fogo…para sempre.

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