No abstracto do que vi, sem ver, no momento que fomos, sem ser, o que sonhamos sem querer…
Folhas secas a vaguear, nessa brisa do teu sorriso que passa por mim, a cada batida inesperada do meu corpo, contra o chão!
Perguntar sem querer resposta…o certo não resiste ao sonho, nem o sonho resiste ao concreto da razão do estar AQUI!
Continuação descontinuada sobre o que vimos e sentimos, na ambição demolidora de não largar as mãos do que era nosso e certo, na incerteza de que tudo é só o que permitimos, mesmo que não nos permitam a nós.
Como facas afiadas, que se afundam nas costas, assim foi o impacto da verdade sobre o mundo em que acreditei e em que me despi, nua de mim, para ti, sem querer um eu, sem querer nada, com tudo a ser esperado, sem espera…sem o tempo…apenas com a esperança de que poderia ser aquele sol quente num dia frio de Outono.
4 comentários:
Abstractos, todos nós, vivemos conscientes num mundo em que a consciência não é real.
Então, sob Outonos e estações irregulares, impróprias e oblíquas esquecemo-Nos num desfasamento entre a noção de espaço e tempo e pisamos um chão que nos suporta em poderosa opressão à verticalidade gravitacional... não sabendo quem ou o que somos.
É um dos quadros que podemos pintar, sim...
"No abstracto do que vi, sem ver, no momento que fomos, sem ser, o que sonhamos sem querer…" demais :)
Muito obrigada :)
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