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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Uma tentativa

Como a fórmula repetitiva


Dos vasos sanguíneos a incharem

E as paredes do estômago a revoltarem-se,

A sensatez escapa por entre os dedos

Das mãos que são pedras erguidas sobre a questão!

Nuvens cheias, ora de amor ora de mágoas, vindas sei lá de onde,

Mas como destino o primeiro campo em que o descanso chama,

Como se a boca não chama-se só, mas engolisse.

Vontade estéril…

Força cansada, em desespero quase constante

Do que se arrasta dentro, sem cordas que se mantenham num auxílio

Que atentamente se repara e se descuida

Em atrasos constantes porque o tempo não espera,

O tempo não tem tempo,

O tempo no instante em que está a ser já foi.

Um olhar à volta e uma plateia adormecida,

Mal tratada pela repetição dos actos.

Não interessa o sentido.

O sentido perde-se sempre que encontrado…

Vem a questão sob a questão,

Porque não há o ponto final, mas sempre as reticências.

Aqui tudo se perde ou tudo se ganha,

Depende da janela em que se foca.

Um segundo pode ser a eternidade voltada do avesso.

Não é que seja invisível,

É simplesmente porque não existo…

Não existo aqui porque estou noutro lugar,

Esse lugar em que me tenho

Porque lá tudo é amor…

Entre o espelho e a imagem reflectida.

1 comentário:

Anónimo disse...

A minha afilhadinha está feita uma poeta ;)